A proposta pedagógica foi
desenvolvida em parceria com renomados institutos, dentre eles o MIT
(Massachusetts Institute of Technology), e está sendo utilizada nos Estados
Unidos, na Europa e em mais de 50 países do mundo.
Nessa nova
proposta, os alunos se envolvem em atividades dinâmicas, que fazem parte de um
projeto, na qual – utilizando a experiência própria – eles passam a ser
protagonistas de sua aprendizagem. A abordagem de projetos é baseada em
situações-problema, por meio das quais aprenderão a trabalhar em equipe, a fim
de encontrar soluções criativas e idéias novas para os problemas propostos.
Esse cenário de desafios os equipará com uma importante base para a aquisição
de várias competências, habilidades e qualidades pessoais, a fim de viver nesse
novo mundo.
Cenário
ideal que conduz à aprendizagem é aquele em que os alunos são desafiados de
maneira equilibrada, valorizando conhecimentos e habilidades prévias, e
estimulando a avançar na exploração, pesquisa e solução de novos problemas
propostos. Neste cenário, com equilíbrio entre habilidades e desafios, eles
experimentam um alto grau de satisfação.
Projetos.
O trabalho com projetos envolve a
criação/montagem de um mecanismo, utilizando o kit LEGO, com participação
efetiva do professor e de seus alunos em cada etapa. Assim, o projeto permite
que os alunos compreendam concretamente o que é caminhar passo a passo ao
realizar uma tarefa. O professor e o aluno criam uma relação afetiva com o
projeto, comprometendo-se com a tarefa proposta, com as idéias apresentadas e
com os feedbacks recebidos. Assim, o
projeto torna-se pessoal e permite que os alunos utilizem recursos próprios
para a construção da aprendizagem.
Experiência de aprendizagem mediana – (aprender a agir).
Para
desenvolver o raciocínio lógico, o modelo LEGO utiliza a experiência de
aprendizagem mediana, que é um processo de mediação entre o aluno (mediado) e
seu professor (mediador), com a intenção de modificar/aperfeiçoar as funções
cognitivas do alunos. Esse processo consiste em dirigir perguntas e trabalhar
respostas de modo a desenvolver, corrigir ou aperfeiçoar essas funções, num
clima democrático de interação. As perguntas ajudam a definir problemas, fazer
inferências, comparar, elaborar hipóteses, extrair regras e princípios.
Trabalho em equipe.
No modelo
LEGO, o aluno é capaz de construir seu próprio conhecimento, em vez de escutar,
tomar notas e repetir como no sistema tradicional de Educação. Essa construção
do conhecimento se dá quando os alunos participam ativamente das atividades e
assumem funções específicas dentro de uma equipe. Isso melhora a comunicação
entre todos, permite uma participação maior dos tímidos e possibilita que todos
cooperem, observem, pensem, explorem, inovem e criem.
Qualidades pessoais.
Segundo uma
pesquisa da revista você s/a, “87%
das demissões motivadas por empregado ocorrem por deficiências humanas e não
por deficiências técnicas”. Essas deficiências humanas são: dificuldades de
comunicação e de convivência, desorganização, não-aceitação de lideranças,
ineficiência na administração de conflitos, desmotivação, despreparo para
inovações, falta de comprometimento e incapacidade de ir além do convencional.
Em vista disso, o modelo propõe-se a desenvolver nos alunos um conjunto
abrangente de qualidades pessoais, que lhes permita eliminar ou, pelo menos,
minimizar essas deficiências.
Competências.
As novas
tecnologias ganham espaço, exigindo do professor não apenas habilidades e
capacidades, mas também competências, o que possibilita visualizá-lo como
professor-gestor. Após adquirir as competências que lhe faltam, o professor
torna-se capaz de desenvolver competências também com os alunos, lançando mão
de projetos e situação-problema. Nesse contexto, competências significa
compreender uma situação e reagir adequadamente a ela.
Situação problema.
Viver
sempre representou para os seres humanos uma situação-problema: mamar para
alimentar-se; depois, mastigar e engolir para alimentar-se; na idade adulta,
ter que refletir e tomar decisões. Isso vai prolongar-se até a hora de
enfrentar a derradeira situação-problema: a própria morte. No modelo LEGO,
situação-problema é entendida como uma situação didática, desafiadora, que o
aluno não consegue resolver sem efetuar uma aprendizagem precisa. Essa
aprendizagem vai exigir dele reflexão, planejamento, antecipação de resultados,
enfrentamento de riscos e conflitos,...
Iniciação tecnológica.
O avanço
tecnológico que vivenciamos nos obriga a uma resposta educacional concreta.
Internet, caixas eletrônicas e portões automáticos são exemplos de aplicações
tecnológicas que se multiplicam em nosso dia-a-dia e integram-se às nossas
vidas. Assim, precisamos alfabetizar tecnologicamente nossos alunos para que
possam compreender o mundo que os rodeia. Ao projetar, construir, programar e
operar protótipos, os alunos se apropriam de muitos conceitos científicos e
adquirem a habilidade de pesquisa e resolver problemas.
Trabalho em equipe.
O projeto é aplicado por meio do
trabalho em equipe, no qual cada componente tem uma função.
Organizador
é o responsável pela maleta de tecnologia. Ele coordena a contagem das peças no
início e fim do trabalho e registra o trabalho em relatórios, com informações o
projeto.
Construtor
é responsável pela coordenação das montagens e pela organização de seus
companheiros, para eles participem.
Programador
é responsável pela elaboração do programa que controlará e automatizará a
montagem usando o PC e o bloco programável RCX da LEGO.
Apresentador/líder
da equipe é o responsável por apresentar para a classe a montagem pronta, como
funciona, para que serve, bem como a opinião da equipe. Leva as dúvidas da
equipe ao professor e coordena a execução do projeto.
As funções
são trocadas a cada atividade, com a finalidade de que cada integrante da
equipe experimente todas elas.
Processo de avaliação.
Em cada uma
das atividades propostas pela LEGO ZOOM busca-se desenvolver competências nos
alunos. Portanto, o processo de avaliação é contínuo e cumulativo, considerando
as fases de desenvolvimento da atividade e o trabalho em equipe para se chegar
a um resultado, e não apenas o resultado que o professor tem em mente.
Contextualizar.
Na fase
contextualizar, estabelece-se uma conexão dos conhecimentos prévios, que o aluno
possui, com os novos e insere-se uma atividade prática, podendo ser uma
situação-problema relacionada com o mundo real.
Construir.
Na fase
construir, os alunos farão montagens relacionadas com a situação-problema
proposta pela contextualização, ocorrendo nesse momento uma constante interação
mente/mãos. O processo de construção física de modelos proporcionará uma
ambiente de aprendizagem fértil para o processo de mediação a ser realizado
pelo professor, que negociará conflitos, ouvirá diferentes idéias e opiniões de
grupos para os mesmos problemas propostos e orientará quanto ao uso racional e
efetivo da tecnologia.
Analisar.
Na fase
analisar, os alunos pensam sobre como as coisas funcionam, experimentando,
observando, analisando, corrigindo possíveis erros e validando, assim, o
projeto.
ALUNOS APRESENTANDO MONTAGEM DO GUINDASTE PARA O PROFESSOR
CARRINHO MODELO ANTIGO CONSTRUIDO PELA EQUIPE EVOLUÇÃO
ALUNOS SEPARADOS EM EQUIPES FAZENDO MONTAGENS.
ARANHA ROBÔ
MOTOCICLETA FEITA DE LEGO PELA EQUIPE EVOLUÇÃO.
ARANHA ROBÔ EM FAZE DE TEXTE.